Carbonizados, corpos de líder indígena de SP e 6 parentes serão identificados só com exames de DNA

  • 17/08/2026
(Foto: Reprodução)
Líder indígena, esposa e filhos morrem em acidente durante intercâmbio em MS A confirmação oficial das identidades dos sete indígenas mortos na noite de sexta-feira (14), na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, será por meio de exames de DNA, que serão realizados em Campo Grande. Ainda não há prazo para a divulgação dos resultados, mas o órgão está empenhado em agilizar o processo, segundo a diretora do Instituto de Laboratórios Forenses (IALF), Josemirtes Prado da Silva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “O resultado pode levar meses ou, dependendo da amostra de DNA, na primeira tentativa. A gente entende que é um momento difícil para as famílias, mas a Polícia Científica está se empenhando para que a gente solte esse laudo, esse resultado, o mais rápido possível para a identificação dessas vítimas”, comentou. Conforme Josemirtes, as amostras de DNA dos corpos das vítimas foram trazidas para o IALF, na Capital, pois o laboratório é o único no Estado equipado com a tecnologia necessária para exames de DNA. “Essas amostras vêm para o laboratório e a gente faz um pré-processamento, ou seja, a gente vai limpar essas amostras de DNA (ossos ou dentes), e, após isso, a gente vai triturar num equipamento para ela ficar tipo um pozinho, para, a partir daí, a gente obter o DNA dessas amostras”, comentou. Conforme a diretora do IALF, o prazo para o resultado também depende do estado do material enviado para o laboratório, em Campo Grande. “Não temos como definir um prazo porque essas amostras, por sofrerem altas temperaturas, estão geralmente degradadas. Elas dão um trabalho maior na realização dos exames, porque nós ainda temos que limpar essas amostras e extrair a quantidade de DNA possível para detectar”, comentou. Vítimas haviam saído de aldeia em Japorã Conforme Onésio Dias, capitão da Aldeia Porto Lindo, em Japorã, de onde as vítimas saíram horas antes do acidente, no carro estavam o líder indígena Tiago Honorio dos Santos, conhecido como Tiago Karai, de 34 anos. Ele viajava com a esposa, Laudiceia Benites, de 31 anos, os dois filhos do casal, Luna Benites Santos, de 7 anos, e Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14 anos, além da irmã, Cleonice Honorio dos Santos, de 42 anos. Líder indígena, esposa e filhos de SP morrem em acidente durante intercâmbio em MS Rogério Dias Também morreram Ileo Benites, de 30 anos, e Genilson Euzébio Karay Mirim, de 32 anos. Todos eram moradores da aldeia Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, na cidade de São Paulo. A passagem pela aldeia em Japorã fazia parte do projeto de intercâmbio cultural que o grupo realizava em diferentes comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. LEIA TAMBÉM: Semirreboque se solta de caminhão e mata 7 pessoas em acidente na MS-180 Líder indígena e família mortos em acidente que vitimou 7 faziam intercâmbio em MS Depois da passagem pela Aldeia Porto Lindo, o grupo seguia viagem. A previsão era que parte dos ocupantes fosse até a Aldeia Cerrito, em Eldorado, onde um dos integrantes tinha familiares. Na noite do acidente, Onésio Dias recebeu a informação sobre a batida e foi até o local com uma equipe da comunidade. Segundo ele, o carro estava prensado contra a estrutura de um caminhão carregado com milho e ainda havia fogo. À distância, era possível perceber que havia várias pessoas dentro do veículo. Depois, integrantes da comunidade buscaram informações sobre a placa do carro. A pesquisa indicou que o veículo era uma Chevrolet Spin alugada em Minas Gerais. Semirreboque se desprende de caminhão e atinge carro; 7 morrem em MS Rogério Dias Com a identificação do veículo e o contato com familiares, os indígenas começaram a confirmar que se tratava do grupo de São Paulo que estava em intercâmbio em Mato Grosso do Sul. Quando foi possível se aproximar do veículo, também foram encontrados objetos e artesanatos indígenas no interior do carro, o que ajudou na identificação. O carro em que as vítimas estavam foi atingido por um semirreboque que se soltou de um caminhão. Com o impacto, o veículo ficou preso à estrutura. O semirreboque tombou e pegou fogo, provocando a morte das sete pessoas. Motorista foi ouvido e liberado O motorista do caminhão foi ouvido e liberado pela polícia. Em depoimento, afirmou que o semirreboque se soltou sem ele perceber. Segundo o relato, ao retornar ao local, ele viu o acidente, mas não sabia que havia vítimas. O motorista disse ainda que deixou a região após ser ameaçado e que só tomou conhecimento das sete mortes na manhã seguinte. O caminhão deverá passar por perícia. Até o momento, o motorista responde em liberdade. Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/17/dna-sera-decisivo-para-identificar-7-indigenas-mortos-em-acidente-na-ms-295.ghtml


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