De sequestro de avião a chefe do PCC: quem é Gerson Palermo, condenado a 126 anos e hoje foragido

  • 12/02/2026
(Foto: Reprodução)
Um dos maiores traficantes do Brasil, Gerson Palermo quebra tornozeleira eletrônica e foge Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Preso após investigações da Polícia Federal por tráfico internacional de drogas e também condenado pelo sequestro de um avião em 2000, ele cumpria pena em presídio federal de segurança máxima até deixar a cadeia, em 2020, por decisão judicial. Pouco depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Hoje, está na lista de procurados do Sistema Único de Segurança Pública. A decisão que autorizou a soltura foi anulada por instâncias superiores. Nesta terça-feira (10), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu o então desembargador Divoncir Schreiner Maran com aposentadoria compulsória, após concluir processo administrativo disciplinar sobre o caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Quem é Gerson Palermo Gerson Palermo foi condenado a 126 anos de cadeia. Redes sociais/Reprodução O nome de Palermo aparece em investigações de grande impacto contra o crime organizado. Ele foi apontado como liderança do PCC, facção criminosa com atuação dentro e fora dos presídios. Sua trajetória criminal reúne dois episódios de grande repercussão: o sequestro de um avião comercial e o comando de um esquema internacional de tráfico de drogas. O sequestro do Boeing e a primeira grande condenação Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro de um Boeing 727 da empresa Vasp. O avião decolou do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. Cerca de 20 minutos depois, foi tomado pelo grupo criminoso. A aeronave foi obrigada a pousar em Porecatu, no Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Prisão e investigação por tráfico internacional Anos depois, ele voltou ao centro de outra grande investigação. Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Palermo foi apontado como um dos líderes da organização. Segundo as investigações, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS). Depois, era transportada em caminhões para outros estados do país. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos de cocaína. Pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ele foi condenado a mais 59 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a quase 126 anos. Após as condenações, Palermo foi preso e encaminhado ao presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, onde cumpria pena em regime fechado. A saída do presídio e a fuga Mesmo com o histórico criminal e a longa pena, Palermo deixou o presídio federal em 2020. A soltura foi autorizada pelo então desembargador Divoncir Schreiner Maran, que concedeu prisão domiciliar sob a justificativa de problemas de saúde. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada. Pouco depois de sair da unidade de segurança máxima, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Desde então, é considerado foragido. Punição ao magistrado A decisão que concedeu a prisão domiciliar foi posteriormente anulada. Nesta terça-feira (10), o Conselho Nacional de Justiça aplicou ao desembargador a pena de aposentadoria compulsória. O órgão concluiu que houve violação aos deveres da magistratura. Segundo o relator do processo, conselheiro João Paulo Schoucair, a medida foi tomada sem comprovação médica e extrapolou os limites da atuação judicial. O Conselho também apontou que investigações da Polícia Federal identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada do magistrado. Enquanto a decisão judicial é alvo de punição, Gerson Palermo segue foragido — um nome que atravessa mais de duas décadas de crimes de alto impacto e que, mesmo condenado a quase 126 anos, conseguiu deixar um dos presídios mais seguros do país antes de desaparecer novamente. Gerson Palermo Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/02/12/de-sequestro-de-aviao-a-chefe-do-pcc-quem-e-gerson-palermo-condenado-a-126-anos-e-hoje-foragido.ghtml


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