Espetáculo gratuito 'Guadakan' leva música e dança inspiradas no Pantanal ao teatro
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Espetáculo gratuito 'Guadakan' leva música e dança inspiradas no Pantanal ao teatro
Divulgação
A Orquestra de Câmara do Pantanal e a Cia de Dança do Pantanal apresentam, nesta sexta-feira (27), às 19h, o espetáculo “Guadakan”, no Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande. A entrada é gratuita.
A apresentação faz parte da programação da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15). O espetáculo reúne música e dança em uma experiência inspirada na biodiversidade e na cultura do Pantanal.
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Antes do espetáculo, o público poderá assistir ao Concerto Regional, apresentado ao vivo pela Orquestra de Câmara do Pantanal.
No palco, 20 músicos de Corumbá e de Campo Grande interpretam uma sinfonia inspirada na música regional.
Em seguida, o público assiste a uma versão reduzida de “Guadakan”, com cerca de 20 minutos de duração. A montagem foi adaptada para um formato mais compacto, com seis bailarinos e três músicos em cena, mantendo a proposta artística da obra.
Inspirado nos ciclos da vida e nas espécies que migram pelo bioma, “Guadakan” propõe uma reflexão sobre a relação entre arte, natureza e território.
A obra apresenta o Pantanal como um espaço vivo, marcado pela diversidade cultural, pela ancestralidade e pelas conexões que ultrapassam a fronteira entre Brasil e Bolívia.
A proposta também convida o público a refletir sobre a importância da preservação ambiental.
Durante o espetáculo, música e movimento se unem para criar uma experiência sensorial. A proposta também busca despertar no público a consciência sobre a importância de preservar o bioma.
Segundo a diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Márcia Rolon, o espetáculo dialoga com os debates globais sobre meio ambiente e sustentabilidade.
“Quando levamos o Pantanal para o palco, estamos falando de um território que sente, todos os dias, os impactos das mudanças climáticas. A arte tem o poder de sensibilizar, provocar reflexão e reconectar as pessoas com a natureza. Estar em sintonia com esse debate, que também mobiliza a COP, é afirmar que cultura e meio ambiente caminham juntos”, afirma.
Com direção artística de Márcia Rolon, coreografia de Chico Neller e regência de Kaliza Alves, o espetáculo reúne artistas e jovens em formação. A criação coletiva destaca a força cultural da região Centro-Oeste.
A apresentação faz parte das ações do Pontão de Cultura Moinho Cultural Unindo Pontos, iniciativa reconhecida pelo Plano Nacional de Cultura Viva.
O projeto atua na articulação e no fortalecimento de redes culturais em Mato Grosso do Sul. A atuação é voltada principalmente para a região de fronteira entre Brasil e Bolívia, usando a arte como ferramenta de transformação social.
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