Mulher faz sinal de socorro com a mão e é resgatada vítima de violência doméstica em MS; suspeito é preso

  • 17/02/2026
(Foto: Reprodução)
Aprenda o sinal de ajuda: uma forma silenciosa de pedir socorro Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, foi resgatada na noite de segunda-feira (16) pela Polícia Militar, em Sidrolândia, após fazer um sinal de socorro usado por vítimas de violência doméstica. O ex-companheiro dela foi preso. Segundo a Polícia Militar, a equipe fazia patrulhamento de rotina quando viu a mulher fazer, no meio da rua, um gesto com a mão semelhante ao sinal universal de pedido de ajuda usado por vítimas de violência doméstica. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Diante da suspeita de crime, os policiais abordaram o casal e os separaram. Separada do suspeito, a mulher contou que vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro. Ela disse que, naquele dia, sofreu agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica. A vítima relatou ainda que o ex puxou seus cabelos, tentou forçá-la a entrar em uma casa e queimou seus braços com bitucas de cigarro. Ela disse ainda que já tinha medida protetiva de urgência contra ele. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia. A vítima recebeu atendimento e acolhimento. Sobre o sinal de socorro O sinal de socorro é uma ferramenta importante para pedir ajuda em situações de violência. No entanto, ele não substitui políticas públicas de proteção às vítimas. Segundo especialistas, ao perceber o gesto, a orientação é se aproximar de forma discreta e amigável, como se conhecesse a vítima. A ideia é levá-la para um local seguro, como um comércio ou uma farmácia. A recomendação é conversar com a vítima e encaminhá-la aos órgãos competentes, como a delegacia. Se não for possível se aproximar, a orientação é procurar a polícia e relatar a situação. Na última década, 35 mulheres morreram por ano em MS Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que integram o Monitor da Violência Contra a Mulher, traçam o perfil da violência contra esse público no estado e apontam que, entre 2015 e 2025, 346 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado. As estatísticas revelam que, na última década, cerca de 35 mulheres morreram por feminicídio em Mato Grosso do Sul. Do total de vítimas, quase 60% das mulheres têm idades entre 30 e 59 anos e, 27% são jovens, entre 18 e 29 anos. Mas, idosas e até crianças também integram as estatísticas. Mulheres jovens e de até 59 anos são as principais vítimas de feminicídio em MS na última década. g1 MS Outra característica presente nos casos de feminicídio no estado se refere ao fato desse tipo de violência acontecer, sobretudo, dentro da casa da própria vítima. Em 2025, o caso que mais chamou atenção é o da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, que foi brutalmente assassinada pelo ex-noivo, Caio Nascimento, que se recusava a sair de sua casa. A morte de Vanessa reacendeu o alerta sobre falhas na proteção às mulheres vítimas de violência no país. Outros locais com maior incidência de feminicídios são as propriedades rurais, que registraram 60 casos nos últimos dez anos e, na sequência, as vias urbanas, onde 53 casos ocorreram. Saiba como denunciar ⚠️Violência contra mulher é crime e pode ser denunciada de forma segura e sigilosa. Em casos de emergência, ligue imediatamente para o 190. Para denúncias e orientações, o número 180 está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, com atendimento confidencial. Também é possível denunciar via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180 ou (67) 99180-0542. O sinal de socorro foi criado durante a pandemia por uma fundação canadense de apoio às mulheres, para que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba Reprodução/RBS TV Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/02/17/mulher-faz-sinal-como-pedido-de-socorro-e-e-salva-da-violencia-domestica-em-ms.ghtml


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