Paciente denuncia estupro em UTI durante internação pós-parto no maior hospital público de MS
12/07/2026
(Foto: Reprodução) Hospital Regional de Mato Grosso do Sul
Governo de MS
Uma paciente de 27 anos denunciou ter sido vítima de estupro enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (10), durante a internação pós-parto.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria aplicado dois medicamentos na paciente antes do crime. Em nota, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que acompanha as investigações e afirmou que os responsáveis serão identificados e responsabilizados, conforme a lei. A íntegra da nota está no fim da reportagem.
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Procurada pelo g1, a defesa do técnico de enfermagem afirmou que confia na inocência do profissional e está convicta de que, ao fim da apuração, os fatos serão esclarecidos e será demonstrada a inexistência das acusações.
A denúncia foi registrada pela tia da vítima. Ela informou à polícia que a sobrinha está internada há 25 dias após complicações na gravidez e no parto, realizado em 30 de junho.
Agora no g1
De acordo com o boletim de ocorrência, na noite de quinta-feira (9), o suspeito, que é técnico de enfermagem e conhecido da família, deu banho na paciente acompanhado de outra profissional de saúde.
Horas depois, antes da troca de plantão, o suspeito voltou ao quarto e aplicou dois medicamentos em momentos diferentes.
Após a segunda medicação, a paciente relatou que ficou sonolenta. Ao acordar, percebeu que estava sendo estuprada. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito deixou o quarto ao notar que ela havia despertado.
A paciente comunicou o caso a outra técnica de enfermagem, que avisou a enfermeira e a psicóloga do setor.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a profissional de saúde disse que o relato, naquele momento, "não seria suficiente para a abertura de uma apuração interna". Ela afirmou que registraria a denúncia e a encaminharia à administração do hospital.
Segundo a família, até a tarde de sábado (11), o hospital ainda não havia informado quais providências foram adotadas.
Após receber alta da UTI, a paciente foi transferida para um quarto e passou a ser acompanhada por um familiar em tempo integral.
A família também pediu medidas protetivas de urgência. Até o momento, não há informações sobre a análise do pedido pela Justiça de Mato Grosso do Sul.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como estupro de vulnerável e, até a última atualização desta reportagem, o suspeito não havia sido preso.
Veja a nota do HRMS na íntegra:
"O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) informa que, desde que tomou conhecimento da denúncia, na última sexta-feira (10), o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes. Nesta segunda-feira (13), foi formalizado seu afastamento das atividades.
A instituição instaurou sindicância para apuração rigorosa dos fatos, assegurando ao profissional o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme determina a legislação vigente.
O HRMS vem prestando acolhimento e suporte à paciente e aos seus familiares, oferecendo toda a assistência necessária.
O hospital esclarece ainda que, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os cuidados assistenciais são realizados rotineiramente por dois profissionais.
O HRMS reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência na apuração dos fatos e o rigor na adoção das medidas administrativas cabíveis, permanecendo à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações."
O que diz a defesa do técnico
"A defesa informa que o inquérito policial em questão, em razão das circunstâncias fáticas e das disposições legais aplicáveis, tramita sob segredo de justiça, motivo pelo qual não é possível comentar o conteúdo das investigações neste momento.
Esclarece que os fatos ainda estão sendo apurados pela autoridade policial, não havendo, até o presente momento, conclusão definitiva acerca das circunstâncias investigadas.
Informa, ainda, que adotará as medidas processuais cabíveis para requerer vistas aos autos do inquérito policial, a fim de tomar conhecimento da íntegra dos elementos já documentados e compreender, com a devida profundidade, os fatos que são objeto da investigação.
A defesa confia na inocência de seu representado e está convicta de que, ao final da regular apuração, os fatos serão devidamente esclarecidos, onde será demonstrado a inexistência dos fatos fatos apurados.
Por fim, reafirma seu compromisso com a observância do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência, reservando-se o direito de se manifestar oportunamente, após o acesso aos autos e a análise técnica dos elementos constantes do procedimento investigatório."
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