Pai vai a júri por matar suspeito de abusar da filha dele em Campo Grande
19/10/2026
(Foto: Reprodução) Estátua da deusa grega da Justiça, Dice, no Fórum de Campo Grande.
Adriel Mattos/G1 MS
Dailton Márcio de Oliveira será levado a julgamento pelo assassinato de Valdinei Custódio Vanderlei, em Campo Grande. O crime ocorreu em 2 de fevereiro de 2025. Em depoimento à polícia, o réu admitiu ter matado a vítima com um tiro na cabeça.
Segundo ele, Valdinei teria abusado de sua filha. A vítima também teria uma dívida de R$ 3,3 mil com Dailton. Valdinei foi morto com a arma de fogo que, segundo as informações do processo, teria sido dada como garantia pelo empréstimo.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp
A decisão de pronúncia foi proferida em 6 de outubro de 2026 pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, e publicada nesta segunda-feira (19) no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul.
LEIA TAMBÉM:
Homem é morto a tiros após desentendimento durante 'trabalho espiritual' em MS
O crime e a denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio ocorreu na noite de domingo, 2 de fevereiro de 2025, no cruzamento das ruas Evelina Figueiredo Selingardi e José Pimenta de Freitas, no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.
Agora no g1
Durante o processo, Dailton afirmou que foi até a casa de Valdinei com a intenção de agredi-lo, mas atirou contra ele quando a vítima teria avançado em sua direção. O réu também alegou que agiu após Valdinei supostamente cometer "atos libidinosos" contra sua filha.
A vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pelos disparos.
Além de responder por homicídio simples, Dailton também será julgado por porte ilegal de arma de fogo. De acordo com a acusação, ele adquiriu e manteve sob sua guarda, sem autorização legal, a arma utilizada no crime, avaliada em R$ 3.300.
A defesa pediu a absolvição sumária do réu, alegando legítima defesa, e também solicitou sua absolvição da acusação de porte ilegal de arma de fogo. O juiz, porém, rejeitou os pedidos e determinou que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri.
A data da sessão de julgamento ainda não foi definida. Até lá, Dailton responderá ao processo em liberdade.
Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul: